A Comissão de Direitos
Humanos do Senado aprovou o projeto de lei que prorroga a licença-maternidade
por mais 60 dias, passando dos atuais quatro meses para seis
meses. A decisão foi unânime e a proposta segue
agora para votação na Câmara dos Deputados.
A proposta, de autoria da senadora Patrícia Saboya
(PDT-CE), prevê a adesão optativa na iniciativa
privada. As empresas que quiserem aderir poderão entrar
para o projeto “Programa Empresa Cidadã” e
receberão, em troca, concessão fiscal.
Assim, a pessoa jurídica que aderir ao programa terá o
direito de deduzir integralmente do Imposto de Renda devido
o valor correspondente à remuneração da
empregada referente aos 60 dias que perdurar a prorrogação
da licença.
Hoje, a mulher tem direito à licença-maternidade
por quatro meses, mas estudos da SBP (Sociedade Brasileira
de Pediatria) e de órgãos internacionais como
a OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram
que o ideal seria amamentar a criança até os
seis meses de vida porque é nessa fase que o crescimento
do cérebro humano ocorre de forma mais intensa.
Previdência - O Projeto de Lei 281/05 não terá impacto
nas contas da Previdência Social justamente porque serão
as próprias empresas que aderirem que vão bancar
os custos para depois receberem a restituição
do imposto.
Tampouco haverá mudança no sistema vigente.
A mulher gestante deverá entrar em licença-maternidade
por quatro meses, pagos pela Previdência como manda a
lei. Os dois meses adicionais ficarão por conta do Programa
Empresa Cidadã, caso a empresa onde ela trabalhe tenha
aderido.
Fonte: Diário do Grande ABC OnLine
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